Um trabalho científico realizado por professores do curso de mestrado da Universidade Santa Cecília (Unisanta) e pesquisadores da Unifesp identificou altas concentrações de produtos farmacêuticos, além de cocaína e da benzoilecgonina (substância excretada pela urina humana após metabolização da cocaína pelo fígado) na baía de Santos.

A presença de produtos farmacêuticos, de cuidado pessoal, bem como de drogas ilícitas em ambientes aquáticos tem sido avaliada em pesquisas ao redor do mundo. Vários estudos apontam para a presença de medicamentos, além de cocaína e seus metabolitos, associados ao lançamento de esgotos.

Em nota à imprensa, a Cetesb informou que monitora sistematicamente a qualidade das águas costeiras do Estado, incluindo a área de influência do emissário submarino de Santos e realiza ensaios ecotoxicológicos com ouriço-do-mar e microcrustáceos, com amostras dessa área para avaliar possíveis efeitos de contaminantes na fauna aquática.

Ainda segundo a nota da Cetesb, o estudo dos pesquisadores em questão contribui com informações para o melhor conhecimento da região, e com base em seus resultados, pode-se concluir que as concentrações encontradas na água do mar da Baía de Santos não causariam efeitos implica em risco para os banhistas, ou para a criação de mexilhões.

A pesquisa foi coordenada pelo ecotoxicologista Camilo Seabra Pereira e pelos pesquisadores Luciane Maranho, Fernando Cortez, Fabio Pusceddu, Aldo Santos, Daniel Ribeiro, Augusto Cesar e Luciana Guimarães. O monitoramento na baía de Santos teve início em 2014. Em 2016, o artigo dos pesquisadores foi publicado pela revista internacional Science of the Total Environment.