Ao longo de três anos, o diretor Jeff Orlowski percorreu os mares de vários países para apurar uma denúncia grave e de grande impacto ambiental: em muitas partes do mundo áreas extensas de corais estão morrendo. O resultado virou um documentário, disponível na Netflix, e foi integrado à campanha “Em busca dos corais”, movimento internacional que busca saber o que de fato está acabando com esta espécie animal de grande importância para a vida marinha.

Corais são animais que formam colônias exclusivamente marinhas. O corpo deles é chamado de pólipo, uma estrutura cilíndrica em forma de saco, com uma cavidade interna que se abre apenas em uma extremidade: a boca. Cerca de 1/4 de todas as espécies de peixes dependem dos corais para sobreviver.
No documentário são mostrados vários casos de um fenômeno que expõe toda a estrutura óssea dos corais. Os pesquisadores chamam essa fase de “branqueamento”. Em poucos dias, tudo está morto. No vídeo, os pesquisadores ligam o fenômeno ao aquecimento da água e, consequentemente, ao aquecimento global.

Mas pesquisas estão sendo conduzidas em muitos lugares no mundo para verificar se existe a atuação de outros agentes como o desenvolvimento das zonas costeiras e a exploração de recursos naturais nestas regiões. A campanha “Em busca dos corais” estima que, no nível atual, em 30 anos o branqueamento matará quase todos os corais do planeta.

No Brasil, um documento publicado em 2006 e montado a partir da união de vários centros de pesquisa concluiu que a maioria dos recifes costeiros foi bastante explorada pela pesca artesanal e comercial. Além disso, o turismo não planejado, o desenvolvimento urbano desordenado, ancoragem de embarcações inapropriadas, resíduos de óleos e, mais recentemente, a criação de crustáceos em cativeiro figuram como as principais ameaças aos corais. Atualmente, 18 milhões de pessoas residem ao longo da costa brasileira.

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