Desde o dia 09 de setembro de 2019, período de seca, um incêndio originado em uma fazenda já destruiu cerca de 60% do Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda (MS). O local, que abriga uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), sedia os trabalhos de campo do Projeto Arara Azul, comandado pela bióloga Neiva Guedes, que vem alcançando resultados importantes para a espécie, ameaçada de extinção. Em 2019, a ação completa 30 anos de atividades com o apoio da Fundação Toyota do Brasil.


Por conta do clima extremamente seco e sem chuva, a estação reprodutiva encontrava-se bastante atrasada, cerca de 30 ninhos ativos com ovos e filhotes. Neiva, que não vê um quadro otimista de melhora na reprodução da espécie neste ano, afirma que a equipe do projeto Arara Azul está atuando junto às equipes do Refúgio Ecológico Caiman e auxiliando o trabalho de mais de 150 profissionais, entre funcionários, vizinhos, bombeiros e demais órgãos ambientais, para combater o fogo, durante 24 horas por dia.

“Neste momento, o mais importante é conseguir conter o fogo, para que não destrua a RPPN Aracy Klabin, com ambientes naturais protegidos há mais de 20 anos”, salienta a bióloga, que acredita ser necessária uma avaliação mais crítica do impacto ambiental após o término do incêndio.
“Na madrugada com temperaturas mais amenas o fogo tende a se alastrar menos. No entanto, à medida que o dia avança e a temperatura aumenta, pequenas rajadas de vento são suficientes para reiniciar o fogo e espalhar rapidamente”, explica Neiva. Especialistas preveem uma chuva apenas para a última semana de setembro, o que pode contribuir com a contenção dos focos de incêndio.

No momento, não é possível mensurar o número de mortes de espécies da fauna do Pantanal. No caso da arara-azul, que está em período reprodutivo, a equipe de biólogos está avaliando diariamente as condições. A boa notícia é que, até o momento, os incêndios não destruíram muitos ninhos, diretamente. No entanto, já houve uma perda de um filhote por calor e desidratação, e um por predação. Porém, sabe-se que em situações semelhantes, deverá aumentar a competição e predação.

Pessoas físicas podem contribuir


Para doações a partir de R$ 1,00 entre em contato pelo site: http://institutoararaazul.org.br/como_ajudar.


Para doações de materiais como laptops, câmeras, cartões de memória, binóculos, GPS, entre outros entre em contato pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.