O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente(Pnuma) e o Escritório de Direitos Humanos da ONU assinaram um acordo que prevê a proteção de ambientalistas e suas famílias.
A meta da iniciativa, formalizada em Genebra, é proteger os integrantes desses grupos de “todos os tipos de violência”, incluindo assassinatos, ataques sexuais, campanhas de difamação e outras formas de intimidação.


De acordo com as duas entidades da ONU, mais de três ambientalistas foram assassinados a cada semana no mundo em 2018. Embora mais de 150 países reconheçam o direito a um ambiente saudável em suas constituições ou marcos legais, as agências apontam que é preciso mais trabalho para informar aos políticos, às instituições e ao público.

Para a diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen, um ambiente saudável é vital para cumprir a aspiração de garantir que as pessoas em todos os lugares tenham uma vida digna.
Para a representante, deve ser travada a tendência emergente de intimidação e criminalização dos defensores da terra e do meio ambiente, além do uso de leis anti-protesto e antiterrorismo “para criminalizar o exercício de direitos que devem ser protegidos pela Constituição”.

Andersen destacou o compromisso das duas partes de “aproximar a proteção ambiental do povo, ajudando os atores estatais e não estatais a promover, proteger e respeitar os direitos humanos e ambientais”. A chefe do Pnuma disse acreditar que desse modo o acordo seguirá em direção a um planeta mais sustentável e justo.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse que o Planeta está sendo destruído de forma imprudente, e que é preciso uma maior robustez nas parcerias globais para reverter este quadro.

O Brasil ocupa a quarta posição mundial onde mais se mata ativistas. Foram 20 pessoas em 2018. O campeão é as Filipinas com 30 mortes de ativistas por ano.

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