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  Desde o ano passado, a principal pergunta do mercado mundial de reciclagem é: “O que fazer com os milhões de toneladas de resíduos que deixaram de entrar na China?”. Para quem conhece as rotas desse mercado mundial e as necessidades de cada localidade o momento é de ganhar dinheiro.


É o que está fazendo o empresário Max Craipeau, proprietário da Maxco Industries, com sede em Hong Kong. Ele passou a atender a necessidade das empresas americanas e europeias com as plantas de reciclagem que abriu na Indonésia e na Polônia e, possivelmente, terá mais uma no Japão. A história de Max foi contada pelo site Asia Nikkei.

Nos últimos 18 meses, Max aumentou o número de funcionários em seis vezes e acredita que em 2019 seus lucros facilmente irão dobrar. Durante entrevista, o empresário destacou a “nova ordem” no mercado mundial de reciclagem que foi criada com a decisão da China.

Em suas plantas fora da China, Max faz com o resíduo plástico o mesmo que centenas de empresas brasileiras de reciclagem: lava, tritura, extrusa e transforma o resíduo plástico em peletes. A parte mais interessante da história é sobre os principais clientes de peletes dele: A China, ou seja existe uma portaria que impede a entrada de resíduos de plásticos, mas não há nada sobre peletes a partir de resíduos. E, diga-se de passagem, o pelete é a matéria-prima básica dos milhões de produtos plásticos fabricados pela China todos os dias.