Máquinas que separam resíduos recicláveis já estão espalhadas em várias partes do mundo. Aqui no Brasil, por exemplo, há máquinas com inteligência artificial em Centros de Triagem que separam materiais como garrafas PET, plástico duro, material cartonado, alumínio, etc. Esse tipo de máquina usa cilindros pneumáticos que “cospem” da esteira materiais previamente registrados no sistema.


Mas nos EUA uma aplicação chama a atenção porque é a primeira do mundo a empregar um braço robótico para fazer esse tipo de trabalho. A Super Automated Machine (SAM) fabricada pela empresa AMP Robotics terminou de fazer uma instalação para a ERI, um dos maiores recicladores de eletrônicos do mundo.

Assim como outros centros de triagem, um sistema de inteligência artificial previamente alimentado de informações comanda as operações da máquina. Em nota, a ERI diz que a tecnologia robótica oferece velocidade, eficiência, flexibilidade e a capacidade para gerenciar desafios. A empresa planeja instalar vários robôs em outros locais da ERI no próximo ano, começando com uma nova instalação na cidade Plainfield, no Estado de Indiana.

"Levamos três anos para criar este sistema, mas ele é imbatível", disse John Shegerian, co-fundador e presidente executivo da ERI em entrevista ao site E-Scrap News. O braço robótico usa ventosas de sucção para retirar materiais da esteira e jogá-los numa calha, assim como faz um catador numa linha de produção.

Nos últimos anos, os robôs evoluíram muito na sua capacidade de identificar itens. Além da forma, os robôs “enxergam” o tamanho, cor e textura dos materiais. A ERI está usando os robôs para a classificação de materiais que foram submetidos a um processo de trituração. O SAM é capaz de identificar e classificar placas de circuito impresso, aço inoxidável, alumínio, plástico preto, latão e cobre, capacitores, arame e outros aços.

Para outras informações:

https://www.amprobotics.com/