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Visivelmente preocupante na terra, na água ou no ar, a poluição é a principal barreira de desenvolvimento da maioria dos países. E a nanotecnologia pode ser uma aliada para reduzir ou remediar os efeitos da poluição.


Os nanomateriais podem ser usados na limpeza do ambiente; melhorar o desempenho de equipamentos já existentes; soluções energéticas (como é o caso das células fotovoltaicas); entre outros.

A área ambiental que mais emprega a nanotecnologia é a limpeza da água. Para esta aplicação já foram construídos: nanotubos de carbono (CNTs), zeólitas, nanopartículas de ferro e de prata, óxido de zinco (ZnO), dióxido de titânio (TiO2), óxido de tungstênio, entre outros.

O dióxido de titânio (TiO2) é o material mais preferido pra a aplicações que envolvem a limpeza da água. Ele possui alta fotoestabilidade, alta fotocondutividade, é de fácil acesso, baixo custo e não tóxico. Já as nanopartículas de prata têm sido empregadas na prevenção de microorganismos, enquanto que as nanopartículas poliméricas estão sendo usadas para o tratamento de águas residuais.

Outra aplicação também já bastante conhecida são as nanopartículas de bissulfureto de molibdênio (MoS2) usadas na construção de membranas não porosas. Este material filtra a água e consegue retirar partículas de cloreto de sódio dessalinizando a água. E os acidentes com óleo em corpos de água também podem estar com os dias contados. Uma toalha super absorvente fabricada com fios de óxido de magnésio e potássio consegue absorver 20 vezes o seu peso.

Mas os cientistas também estão preocupados com os impactos negativos da nanotecnologia. Isto porque há pouca informação sobre o assunto apontando os possíveis riscos ambientais do emprego destas tecnologias em escala nano. Alguns eventos realizados na Europa e nos EUA focaram a necessidade de se quantificar a toxicidade existente quanto à exposição direta e indireta a nanomateriais; e de se verificar se os nanomateriais conseguem ter um índice de reciclabilidade satisfatório.