Desenvolvida pelo Instituto Agronômico de Campinas, a tangerina “IAC 2019 Mari” é mais resistente aos fungos que costumam atacar esse tipo de cultura. Esta variedade dispensa o uso de defensivos agrícolas deverá reduzir os custos de produção no campo, além é claro de reduzir os impactos ambientais.

“Ela está em processo de registro, sendo que alguns já foram conseguidos junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Entretanto, ainda faltam os cadastros junto à Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), necessário para a comercialização do material para a formação das mudas. Até o fim de 2018, terminaremos os processos e então as borbulhas da tangerina IAC 2019 Maria poderão ser comercializadas”, afirmou Mariângela Cristofani-Yaly, responsável pelo estudo.

A pesquisadora, ao longo do tempo, fez diversos experimentos até chegar à criação da cultivar IAC 2019 Maria. “Venho trabalhando com isto há mais de 20 anos, não só na obtenção da tangerina Maria, mas em diversos outros cruzamentos, com o objetivo de criar novas opções de cultivares para o citricultor”, contou Mariângela.

O fruto pode ficar maior caso o produtor faça o raleio no processo de desenvolvimento da tangerina. Se retirar os frutos pequenos, os que sobram ficam maiores. Ela é uma variedade mais precoce, com frutos mais fáceis de descascar e, de forma geral, se adapta a todas as regiões do Estado de São Paulo.

“A Maria tem condições de ser exportada desde que haja interesse dos produtores. Entretanto, o mercado europeu, entre outros, prefere os frutos sem sementes e, apesar de a Maria ter menos sementes do que a Murcott, estamos trabalhando no melhoramento do fruto para que não tenha sementes”, explicou a pesquisadora sobre a possibilidade de fomentar a exportação da nova tangerina.