Numa parceria envolvendo as empresas Owens Illinois, Triciclo, Tenda Atacado e O-I foi instalado na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, uma máquina para receber embalagens de vidro pós-consumo. O projeto consiste em oferecer uma recompensa ao consumidor para estimulá-lo a fazer o retorno da embalagem.



Após depositada a embalagem na máquina, o consumidor devidamente identificado poderá trocar os pontos obtidos em crédito em contas de luz da Eletropaulo, crédito no Bilhete Único ou Cartão BOM, recarga de telefone pré-pago móvel, transferência para o Programa da livraria Saraiva (SaraivaPlus) ou ainda doá-los para Instituições Filantrópicas como Arrastão, Casa do Zezinho e Fundação Fenômenos.

Para Felipe Cury, diretor executivo da Triciclo, a parceria “é um primeiro grande passo, de importância nacional para modernizarmos nosso sistema de logística reversa, atualmente tão precário e de pouco acesso pelos nossos cidadãos. Países europeus e asiáticos, como Alemanha e China, utilizam tecnologia similar e possuem taxas de retorno das embalagens acima de 90%. Estamos muito orgulhosos de levar este benefício para o - e também em prol - ponto de venda.”

Ao contrário da latinha de alumínio, no Brasil o vidro possui pouco valor agregado na embalagem pós-consumo e é exatamente este o motivo pelo qual existe um disparate entre os índices de reciclagem dos dois materiais citados. Para que o Brasil avance na questão, a situação precisa ser encarada com números e informações reais. Infelizmente, essa não tem sido a postura das lideranças envolvidas nos Acordos Setoriais previstos na Lei 12.305/10.

Apenas para citar um breve exemplo do que foi exposto no parágrafo acima: A cidade de São Paulo montou há quatro anos duas centrais automáticas de resíduos urbanos (as primeiras do país). Enquanto as latinhas de alumínio são separadas para serem recicladas, centenas de toneladas de vidro que chegam até o local não possuem o mesmo destino. Apesar do consumidor se preocupou em separar o vidro para a reciclagem, o material percorre um longo caminho de esteiras nestas centrais, mas no final do processo vai parar direto em aterros sanitários.