Pesquisadores da Universidade da Califórnia (UCLA) criaram um monitor de ar portátil que usa hologramas e inteligência artificial para identificar e medir partículas biológicas presentes no ar. O dispositivo consegue medir partículas de plantas, fungos e mofo; partículas que causam alergia, e pólen de várias plantas. A precisão do dispositivo foi de 94%.


Em média, cada ser humano respira por minuto entre 100 e mil bioaerossóis. Em áreas altamente contaminadas esse número pode chegar a 1 milhão. São estas partículas que podem provocar alergias, asma e outras doenças. Segundo nota da UCLA há 50 anos o método de medir bioaerossóis é o mesmo. Pesquisadores coletam amostras usando filtros e depois transportam estes filtros para análise em laboratório.

O dispositivo portátil criado pela UCLA puxa o ar e retém as partículas em uma superfície pegajosa que é iluminada por um laser gerando um holograma. Um sensor de imagem varre o holograma e envia esses dados um servidor remoto.

No servidor, o sistema de inteligência artificial baseado em redes neurais vai gerando um algoritmo para representar as partículas identificadas. Um segundo sistema de redes neurais compara os algoritmos gerados com algoritmos pré-carregados no servidor. A parte do dispositivo portátil que capta as partículas foi construída com peças que custam U$ 200. Ele peso menos de 600 gramas e mede 14 cm X 17 cm.

Como toda a comunicação entre o dispositivo e o servidor é sem cabo, cientistas da área ambiental que tomaram conhecimento da invenção já imaginam a aplicação da tecnologia com o uso de drones. Desta forma, o dispositivo poderia transmitir informações de áreas suspeitas com contaminantes perigosos, ou informações de áreas de difícil acesso. Eles também poderiam varrer grandes rapidamente criando mapas holográficos com informações ambientais.