A Plastivida, por meio de seu Comitê de EPS, lançou ontem (30 de outubro) o “Manual de Orientações para Cooperativas - Revalorização e Reciclagem de Poliestireno Expandido – EPS (conhecido pela marca Isopor)” para capacitar cooperativas de catadores.

A ideia é orientar catadores de materiais recicláveis sobre técnicas básicas sobre o EPS e as condições necessárias para viabilizar a comercialização e posterior reciclagem deste material. O material faz uma explicação sobre as fases de identificação, separação, prensagem e enfardamento do EPS.
Segundo Ivam Michaltchuk, Coordenador do Comitê de EPS, iniciativas como esta contribui para fortalecer a reciclagem. “Hoje, o setor do plástico já possui a capacidade de reciclar grandes quantidades de EPS, porém a participação da população no descarte correto dos resíduos na coleta seletiva e a contribuição das cooperativas é essencial para que a taxa de reciclagem continue crescendo cada vez mais”, afirma o executivo.

O EPS é amplamente utilizado em produtos para os setores de alimentos, construção civil, embalagens, automotivo, arquitetura e decoração, entre outros segmentos. Além disso, é inerte, atóxico e 100% reciclável, assim como todos os plásticos. São reciclados anualmente, em média, no Brasil, 34% do EPS pós-consumo. Índice que pode crescer com o aumento das boas práticas de consumo, descarte correto dos plásticos e da coleta seletiva.

No processo de reciclagem, esses produtos podem ser transformados em argamassa, decks de piscina, concreto leve, molduras de quadros, rodapés, calçados, materiais de escritório, embalagens para a proteção de objetos, entre outros.

Segundo Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, a atuação das Cooperativas nesse processo é de suma importância. “A Cooperativa é um elo importante no processo de reciclagem de EPS e na transformação em novos produtos. É um agente ambiental que contribui para o desenvolvimento sustentável de nossa sociedade”, afirma Bahiense.