Um sistema catalítico criado pela empresa BioCellection (EUA) pode ser a resposta para resolver uma das etapas de maior custo na área de reciclagem de plásticos pós-consumo: a lavagem. O sistema pode ser a resposta para regiões que já enfrentam grave escassez de água.


Segundo nota divulgada no site da empresa, a primeira etapa consiste em triturar os plásticos sujos ( veja o gráfico) e submetê-los a um processo catalítico com pressão atmosférica superior a 140º C. Esse processo quebra as moléculas do plástico em porções menores que mistura-se ao ácido envolvido no processo. Um sistema filtrante separa a resina plástica do ácido. Um sistema de recuperação devolve o ácido ao processo catalítico para reuso, enquanto que a resina é separada para voltar à indústria.

Por enquanto, a empresa informou que o processo foi aplicado apenas em filmes plásticos de PEBD e PEAD e encontra-se no nível 6 de aprimoramento tecnológico. Em 2019 a empresa deverá aprimorar as experiências em plásticos rígidos (PP, PET, PS e PE), além do poliestireno (PS).

A empresa está ciente de que um bom processo químico deve ser o mais rápido possível devido à quantidade de plásticos existentes para reciclar; usar equipamentos conhecidos e que existam em larga escala; gerar o mínimo de desperdício possível; gerar resultados desejáveis; e é claro ser sustentável.

Um detalhe curioso (e até discutível) da tecnologia é que ela converteu 1 kg de plástico em 700 gramas de material, ou seja, 30% se perderam no processo catalítico. Este é um dado que, num primeiro momento, talvez assuste quem está acostumado a fazer grandes volumes de material plástico para poder reduzir preço. Porém, é preciso lembrar que a tecnologia ainda está na fase de testes e, com certeza, deve ser aprimorada.