Um dos grandes entraves no mundo da reciclagem é o aproveitamento do plástico preto devido a dificuldade de classificação deste material. Agora, uma tecnologia desenvolvida pela Masterbatch pode facilitar a identificação deste material em processos automáticos de triagem.


O plástico preto está presente em embalagens alimentícias, peças automotivas, material hidráulico, entre outros. Além da diversidade do material, o plástico preto não reflete a luz como as outras cores, logo, identificá-lo para a correta classificação tem sido um desafio em todo o mundo. 

Para tentar resolver o problema, a Masterbach desenvolveu um pigmento infravermelho que é adicionado ao processo de extrusão do plástico. A experiência está sendo desenvolvida com a marca de produtos Gourmet. A empresa aplicou a tecnologia na tampa dos iogurtes da marca. A ideia é de que os sensores óticos de triagem automática de resíduos possam identificar estas tampas e separá-las para a reciclagem. 

Em nota a empresa de origem britânica explicou que o trabalho de consultoria ficou a cargo da Nextek, especialista em reciclagem. O trabalho investigou a força de mascaramento do pigmento preto, o desenvolvimento de mercado final para o plástico preto (ação inexistente no Brasil) e o comportamento do produto em operações reais de separação automática. 

“Esta responsabilidade também não termina com os proprietários de marcas, estamos pedindo garantia da própria indústria de reciclagem do Reino Unido para fornecer investimento suficiente na infraestrutura necessária para a detecção óptica automática e classificação dos resíduos de plásticos pretos” informou Tony Gaukroger, diretor da Masterbatch, em entrevista.