Vá até o lixão ou aterro sanitário mais próximo da sua casa. Observe a quantidade de plásticos que estão ali e trazem a logo marca da reciclagem. Esses materiais não eram para estar na indústria, sendo reciclados? De fato, sim. Porém, por uma série de motivos, uma parcela significativa dos plásticos "recicláveis" no Brasil não chega até à indústria de transformação.

Entre os motivos você vai encontrar: bitributação do material reciclável, baixíssimos programas de coleta seletiva pelas prefeituras, valor de alguns tipos de plásticos no mercado, falta de integração entre o setor de designer de embalagens das empresas e recicladores, grande sazonalidade da mão de obra advinda de cooperativas, aditivos químicos presentes em alguns tipos de plásticos, mercado de aplicação para o produto final, ausência de linhas de crédito para micro e pequenas empresas, entre outros.

E, o foco deste artigo é para endossar que os problemas citados estão há anos sendo discutidos pelo País e apresentados em eventos ano após ano. Você pode pegar mais detalhes, por exemplo, no evento Feiplastic que acontece entre 03 e 07 de abril em São Paulo. http://www.feiplastic.com.br/ Mas, não se preocupe se você perder as palestras deste evento. Em menos de dois meses, as mesmas palestras serão apresentadas em algum outro canto.

 

Mas, e os resultados práticos destas apresentações, discussões em mesas redondas, workshops, etc? Após uma longa e extensa choradeira de catadores, aparistas de plástico, indústria de transformação, etc, o que se consegue de resultado prático? Se o setor da reciclagem de plásticos já sabe quais são os problemas que os afeta, por quê não traçar metas e planos para alterar o quadro? Afinal de contas, existem problemas que afetam o setor, ou o setor é afetado pelas pessoas?